1. SEES 6.2.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  ESSA DOR NO PASSA
3. ENTREVISTA  SALAM FAYYAD  E SE O MODERADO FRACASSAR?
4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  ANALFABETISMO EMOCIONAL
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE   HORA DE ACELERAR O CRESCIMENTO?

1. VEJA.COM
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

GATOS AMEAADOS
Gatos so assassinos por natureza. E suas vtimas preferenciais so os pssaros selvagens, muitos deles ameaados de extino. Para dar um basta nisso na Nova Zelndia, o economista e ambientalista Gareth Morgan sugere eliminar os felinos do pas. Seu plano tem como meta castrar gatos domsticos, monitor-los com chips e sacrificar os animais de rua. A entrevista de Morgan ao site de VEJA inaugura pgina especial dedicada a pets, na qual voc encontra tambm:
 Como o Brasil faz o controle da populao de felinos;
 Vdeos com os gatos mais populares da web; e
 Lista das raas mais caras do mundo.

CONCURSO SEM LEI
Os concursos pblicos no possuem regulamentao unificada no Brasil. Isso abre espao para muitas queixas, que vo desde a falta de transparncia nas bancas examinadoras at a realizao de processos que no convocam os aprovados. Regras claras trariam vantagens para os candidatos e tambm para o poder pblico. No site de VEJA, especialistas debatem os pontos que requerem maior ateno.

BBB NA REDE
Na TV, a audincia do Big Brother Brasil patina. Nas redes sociais, o programa  um dos assuntos mais comentados.  o fenmeno da segunda tela  o hbito de usar a internet para comentar em tempo real o que se v na TV. E, a julgar pelo teor das postagens, o pblico das redes gosta da poesia de Pedro Bial. Levantamento exclusivo de VEJA.com mostra que, na semana seguinte  estreia, 78,9% das postagens no Twitter sobre o BBB foram positivas.

ISRAEL MODERADO
A conquista de dezenove cadeiras no Parlamento israelense pelo partido de centro Yesh Atid, nas eleies do ltimo dia 22, abrir mais espao para o secularismo no pas e para o dilogo com a Autoridade Palestina, apesar das constantes ameaas do Hamas.  A avaliao  do analista poltico americano Alan Dershowitz, professor de direito em Harvard e autor dos best-sellers The Case for Israel e The Case for Peace, em que define a nao judaica como uma das principais defensoras dos direitos humanos no mundo. Em entrevista ao site de VEJA, Deshowitz analisa o resultado das urnas sobre o xadrez poltico-militar do Oriente Mdio. www.veja.com/extras


2. CARTA AO LEITOR  ESSA DOR NO PASSA
     Os mortos de Santa Maria vo assombrar o Brasil por muitos anos. Os mais de 230 jovens perderam a vida no momento em que seus sonhos comeavam a se materializar, abrindo-se para eles as largas avenidas de uma existncia plena. Em dez minutos tudo se acabou para eles. Morreram asfixiados pela fumaa impregnada de gs cianeto, composto mortal que se desprende de certos materiais sintticos em chamas, como o que recobria o teto da casa de espetculos em que assistiram a seu ltimo show.
     Como mostra esta Edio Especial de VEJA, as moas e os rapazes foram vtimas de uma sucesso de erros, de desleixo, negligncia, de desapego s leis e s normas de segurana, subprodutos da corrupo de valores que se impregnou no tecido social brasileiro e que est nos cobrando um preo alto como nao. Se o teto era inflamvel, a casa no poderia ter recebido no palco uma banda que utiliza efeitos pirotcnicos  o que era sabido de todos. Se a lotao mxima era de 600 pessoas, no se pode aceitar que tenha entrado quase o dobro. Em lugares pblicos em que se aglomeram multides, tem de haver extintores de incndio e sadas de emergncia. Nada disso foi observado.
     Se alm disso tudo no faltam exemplos recentes de desastres de causas semelhantes, ento a morte dos jovens de Santa Maria no pode ser descrita como fatalidade, mas como crime. Os parentes e amigos das vtimas clamando por justia e portando cartazes contra a corrupo assassina no tm dvida disso.
     Inmeras tragdias brasileiras produziram promessas dos governantes e manchetes indignadas na imprensa (inclusive de VEJA): Basta!, Chega!, At quando?. E quais foram os resultados prticos da indignao? Nenhum. As chuvas continuam a matar na serra fluminense; os barcos superlotados continuam a produzir sua safra de nufragos no Rio Amazonas; os prdios continuam a desabar nas cidades porque os empreiteiros usaram materiais inadequados mais baratos ou ignoraram exigncias estruturais. No se passa um ano sem que se tenha a notcia da morte por negligncia de uma criana em um parque de diverses; no se passa uma semana sem o registro de uma ocorrncia fatal no trnsito provocada por um motorista embriagado. Quantos responsveis por algumas dessas tragdias esto cumprindo pena de priso no Brasil? Nenhum. Em muitos pases,  inconcebvel que uma nica morte violenta ocorra sem que sejam levantadas as causas e identificados e punidos os culpados. No Brasil, as lgrimas lavam a dor dos parentes dos mortos e a Justia encerra sem consequncias drsticas, penas exemplares ou lies duradouras os processos abertos para apurar responsabilidades de mortes violentas mltiplas.
     Que os jovens mortos de Santa Maria tenham sido os derradeiros mrtires feitos pela irresponsabilidade criminosa no Brasil. Que a memria deles no se desfaa at que a maldio da impunidade, da corrupo de valores e da licenciosidade deixe de vitimar inocentes no Brasil. S ento os mortos de Santa Maria deixaro de nos assombrar.


3. ENTREVISTA  SALAM FAYYAD  E SE O MODERADO FRACASSAR?
O primeiro-ministro da Autoridade Palestina rejeita a violncia e tenta criar instituies slidas, mas se considera  beira do fracasso porque Israel a pune por vitria na ONU.
NATHALIA WATKINS

A revoluo liderada pelo palestino Salam Fayyad  pacfica e silenciosa. Desde 2007, quando se tornou primeiro-ministro da Autoridade Palestina (AP), Fayyad, de 60 anos, rejeita a luta armada e trabalha pela criao de instituies que serviro de base para a fundao de um estado palestino soberano, ao lado de Israel. Poltico independente, ele no pertence nem ao partido laico Fatah, com o qual governa a Cisjordnia, nem ao radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Ao contrrio da maioria dos lderes de ambos os grupos, nunca pegou em armas contra Israel. Formado em economia pela Universidade do Texas, nos EUA, Fayyad j trabalhou no Banco Mundial e no Fundo Monetrio Internacional (FMI) e desfruta entre a diplomacia ocidental a reputao de ser competente e genuinamente moderado. Ele falou a VEJA por telefone de Ramallah, na Cisjordnia.

O premi israelense Benjamin Netanyahu foi reeleito em janeiro passado. O resultado do pleito d alguma esperana de uma retomada no processo de paz com os palestinos? 
Sem dvida,  hora de haver uma mudana de atitude. Precisamos pr as cartas sobre a mesa. Esperamos que a comunidade internacional nos ajude a dar o primeiro passo, mas o assunto tem sido evitado pelas grandes potncias. De nada adianta iniciar negociaes s para ter negociaes. Fazemos isso h vinte anos e no estamos mais perto do fim da ocupao israelense nos territrios palestinos do que estvamos antes. O processo de paz no pode ser um fim em si mesmo. Precisamos de uma nova abordagem. Alguns pr-requisitos bsicos devem ser atendidos. No faz sentido permitir a expanso de assentamentos israelenses nos territrios onde o futuro estado palestino deveria ser erguido. Essas construes so ilegais segundo a lei internacional. A arbitrariedade militar tambm tem de acabar. Recentemente, alguns palestinos tentaram iniciar as obras de um assentamento em nosso prprio territrio, com a devida autorizao do poder pblico, mas foram impedidos pelo Exrcito israelense. Enquanto essas situaes continuarem se repetindo, qualquer negociao entre Israel e Palestina ser invivel. A meta do processo de paz deve ser o fim da ocupao dos nossos territrios.

O governo israelense afirma que a iniciativa da Palestina de buscar o status de estado observador da ONU, concedido pela Assembleia-Geral em novembro passado,  igualmente uma medida unilateral que inviabiliza o incio de negociaes. O que os palestinos ganharam com isso? 
Continuamos vivendo sob ocupao, e de maneira ainda mais opressiva. No houve avanos polticos, e, para piorar, nossas dificuldades econmicas aumentaram. No estamos recebendo assistncia externa suficiente para atender s necessidades do oramento da Autoridade Palestina. Alm disso, Israel decidiu nos retaliar e suspendeu a transferncia de impostos para os nossos cofres. Tnhamos um acordo para que as taxas sobre mercadorias e servios em terras palestinas, recolhidas pelo fisco israelense, retornassem para a AP. Esse dinheiro representava dois teros da nossa renda e era fundamental para pagar o salrio dos funcionrios pblicos, mas acabou. Tudo isso cria urna atmosfera de frustrao muito grande.

Se no houve avanos, valeu a pena todo o esforo para conseguir o novo status na ONU? 
Para melhorar nossa posio na ONU, tivemos de construir instituies de estado que funcionam plenamente. Isso nos ajudou a derrubar o argumento histrico, usado por Israel, de que no ramos suficientemente organizados para sermos considerados um estado. Sim, por causa das retaliaes israelenses agora estamos  beira da falncia e da incapacitao administrativa completa. Essa  a realidade. Mas o reconhecimento na ONU  s um passo, no o objetivo final. Ns precisamos continuar trabalhando para superar as adversidades criadas por essa conquista e para garantir que permaneamos focados no grande prmio, um estado soberano e livre.

As dificuldades da AP do ainda mais fora aos seus rivais do Hamas, grupo que governa a Faixa de Gaza?
S trazem fraqueza para a AP, com certeza, porque diminui a nossa capacidade de funcionar. Isso realmente nos trouxe  beira da incapacitao completa. No me preocupo muito com o Hamas politicamente, como partido. Eu me preocupo mais com o destino do povo palestino, com sua sobrevivncia, seu bem-estar. A suspenso da transferncia dos impostos jogou 1 milho de palestinos na pobreza, e isso  catastrfico.

Qual  o peso das doaes externas no oramento da Autoridade Palestina?
Em 2008, foi necessrio 1,8 bilho de dlares para cumprir com nosso oramento. Agora, precisamos de um pouco mais de 1 bilho. Diminumos nossas despesas em cerca de 700 milhes de dlares nos ltimos anos. Reduzimos os gastos pblicos ao mximo. Ao mesmo tempo, aumentamos a base de recolhimento de impostos. Ainda que sob ocupao, nossa renda aumentou substancialmente, o que faz com que nossas necessidades financeiras sejam muito menores do que h trs ou quatro anos. Mesmo assim, precisamos desesperadamente da assistncia internacional para pagar nossas contas.

O novo reconhecimento obtido na ONU ocorreu em um momento de enfraquecimento da Autoridade Palestina e de fortalecimento do Hamas, como resultado da ascenso de grupos islamistas em diversos pases do Oriente Mdio e do norte da frica. A Primavera rabe colocou a questo palestina, cuja soluo passa pela AP, em segundo plano? 
Isso  inquestionvel. Porm,  preciso considerar que a Primavera rabe nasceu da reavaliao genuna das condies polticas desses pases. Foi um reflexo da insatisfao dos povos rabes com seus governos. As pessoas exigiam direitos civis, e, nesse sentido, podem-se identificar valores comuns entre os movimentos populares que deram incio  Primavera rabe e  luta palestina. O que se vive hoje nos pases vizinhos ainda  um perodo de transio. A regio toda est em um estado de tumulto. Por isso,  cedo para julgar os resultados. O importante  que os benefcios da democracia cheguem aos pases da Primavera rabe, o que inclui a oportunidade de escolher suas lideranas de maneira justa. No  possvel saber o rumo que esses movimentos vo tomar, mas acho que o foco deve estar em dar o poder ao povo.

A Irmandade Muulmana, um grupo fundamentalista islmico que deu origem ao Hamas, agora est  frente do governo no Egito. Isso preocupa? 
Repito que o foco deve ser o de dar o poder ao povo e confiar em seu julgamento. A Irmandade Muulmana j era muito organizada antes mesmo do fenmeno da Primavera rabe. Por isso estava mais bem posicionada para ter um bom desempenho nas eleies (que ocorreram menos de dois anos depois da queda da ditadura de Hosni Mubarak). O resultado foi esse, a vitria da Irmandade. Mas essa foi s a primeira rodada da Primavera.  preciso aguardar para ver.

Por que os movimentos populares contra governos autoritrios no se repetiram tambm na Faixa de Gaza, onde o Hamas governa com mo de ferro desde que assumiu o poder por meio de um golpe, em 2007? 
Dizer que os palestinos no esto fazendo nada  um pensamento equivocado. Estamos nos rebelando todos os dias, s que nosso foco  outro, a ocupao israelense. Quando conseguimos que uma criana possa ir  escola, damos uma prova de rebeldia. Trabalhamos todos os dias para poder dar assistncia mdica digna ao nosso povo. Ns nos rebelamos quando vemos uma famlia palestina que luta para permanecer em sua terra. Existir  resistir. Muitas coisas que esto acontecendo nos territrios ocupados lembram as ruas cheias da Primavera rabe.

O senhor falou no direito do povo de escolher seus lderes. H sete anos, porm, no so realizadas eleies na Cisjordnia nem na Faixa de Gaza. Por qu? 
Esse tema tem sido fonte de grande frustrao interna. Um governo, em qualquer lugar do mundo, deve submeter-se  vontade popular regularmente, a cada quatro ou cinco anos. Ns no temos sido capazes de fazer isso. A razo  a separao poltica (o fato de o Hamas dominar a Faixa de Gaza, enquanto o partido laico Fatah governa a Cisjordnia). O voto aproxima as pessoas do governo, que elas podem mudar e aperfeioar segundo seus desejos. A batalha dos palestinos pela liberdade em relao a Israel no pode ser separada dos esforos pela reconstruo do nosso sistema democrtico. Nossa opo tem sido percorrer os dois caminhos simultaneamente: buscar eleies e, ao mesmo tempo, formar um estado palestino independente e soberano.

O cessar-fogo acordado entre Israel e o Hamas para pr fim aos bombardeios na Faixa de Gaza, em novembro passado, deu ao grupo radical palestino uma legitimidade poltica indita. Se ocorressem eleies na Palestina hoje, qual seria o risco de o Hamas vencer? 
Quando a vontade da populao  expressa nas urnas, o povo vence, no importa quem seja o candidato com mais votos.  certo que os eleitores podem se equivocar de vez em quando. Mas no podem estar errados o tempo todo. Se algo saiu mal, isso se corrige em uma nova eleio.  por isso que eu confio no julgamento popular. Qualquer que seja a escolha, os governantes devem acat-la. O mais importante  pensar no poder das pessoas, e no no poder dos partidos.

Os integrantes do Hamas dizem que o senhor  uma marionete dos Estados Unidos. Por isso, no seria confivel, o que o senhor diz sobre isso? 
Ter essa opinio  um direito deles. No tenho nada a dizer a respeito.

Por que eles no gostam do senhor?
Essa pergunta deveria ser dirigida ao Hamas, no a mim. Eu no busquei ser primeiro-ministro. Recebi esse convite em um momento de crise poltica extrema, em 2007.  uma honra desempenhar essa tarefa. Sou grato aos homens e mulheres que aceitaram servir comigo. Demos o nosso melhor e estamos ansiosos por ver a separao entre o Hamas e o Fatah chegar ao fim. Queremos que um novo governo assuma. Ningum est mais ansioso por isso do que eu. No  divertido governar sem um Parlamento (os deputados palestinos no se renem desde o golpe do Hamas nas na Faixa de Gaza). Precisamos de uma democracia que funcione.

Qual  o risco de haver uma nova escalada de violncia entre as faces palestinas? 
A ltima coisa que ns queremos  outro confronto, como o que houve na Faixa de Gaza em 2007. Os habitantes dos territrios palestinos j sofreram demais, com mortes, ferimentos, destruio e misria. Os palestinos querem desfrutar algo que  um direito absoluto de todo ser humano: viver com liberdade e com dignidade. Sem apelarmos para a violncia, temos demonstrado que queremos isso por meio da resistncia pacfica, o que inclui a fundao de instituies estatais capazes de providenciar servios de qualidade para toda a populao. Essa postura tem feito com que sejamos vistos positivamente em todo o mundo.

Como  possvel uma reconciliao com seu grupo poltico se o Hamas no reconhece a existncia de Israel? 
Recentemente, houve uma reunio entre o presidente da AP, Mahmoud Abbas, e o lder do Hamas, Khaled Meshal, no Cairo. Os dois concordaram em retomar as conversas. Devem se encontrar novamente para discutir as questes que precisam ser resolvidas entre as duas faces. Os territrios palestinos ocupados so o nosso lar. Para cuidar deles e do bem-estar de seus cidados, queremos uma administrao nica. At que esse lar fique livre da ocupao, a Autoridade Palestina deve ser a representante de todos os palestinos.


4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  ANALFABETISMO EMOCIONAL
claudiomouracastro@positivo.com.br

     H os que no conseguem decifrar a lngua escrita, so os analfabetos. Outros entendem apenas textos simples, so os analfabetos funcionais. Falarei do que chamo de analfabeto emocional.  aquele que sabe ler, mas  presa das emoes para entender o texto, em vez de usar a razo. Faz uma leitura criativa, embalada pelo sentimento e pela paixo. Decifra o texto por via de uma reao pura e espontnea, ignorando os estreitamentos de significado, impostos pelo sentido rigoroso das palavras escritas. A fim de ilustrar, utilizarei as cartas dos leitores acerca do meu ensaio Os legisladores e o Verbo Divino (12 de dezembro). Isso, por duas razes. Primeiro, por revelar-se uma boa amostra de leitura emocional. Segundo, porque muitas cartas so de professores e h uma corrente pedaggica pregando o subjetivismo e a liberdade do leitor para entender o texto como quiser. Ser que alguns estariam ensinando tal estilo de leitura a seus alunos?
     Como vrias interpretaes se descolaram do que est escrito, vale resumir o ensaio: 1) Pesquisas se somam, mostrando que o nmero de alunos em sala de aula no tem correlao com o nvel de aprendizado; 2) Portanto, no h base cientfica para uma lei nacional inventando um nmero-limite de alunos por sala; 3) Vrios fatores determinam qualidade, mas, segundo as pesquisas, o tamanho das classes no  decisivo; 4) H situaes em que classes pequenas se justificam  inclusive por exigncia do mtodo empregado , mas isso tem de ser demonstrado, caso a caso. O ensaio causou a indignao de vrios leitores. Entendamos, as emoes fazem parte da vida. Mas podem estar no lugar certo ou errado. Insisto, antes da fria,  preciso usar a razo para entender o que est sendo dito. Faltou a muitos leitores (mas no a todos) a disciplina de seguir o raciocnio, entendendo a lgica do argumento. Por isso, discordam do que no est escrito.
     Diante de uma pesquisa (no caso, centenas), devemos sempre aplicar a dvida sistemtica de Descartes. Encontramos erro lgico no argumento? Encontramos falhas metodolgicas na comprovao emprica? Modelo errado, dados errados? Se no conseguimos identificar falhas, acabou a munio. Gostando ou no, somos obrigados a engolir as concluses da pesquisa. O debate cientfico no  minha opinio contra a sua, minha teoria contra a sua, mas sim minha evidncia contra a sua. Vale o que revela o mundo real.
Reputo como invlidos seus argumentos. A frase ilustra a confuso entre pesquisa cientfica e opinio. Vale o que eu acho, o que eu vivi, o que eu sei. A observao pessoal  vista como sendo mais definitiva do que pesquisas submetidas ao duro crivo da cincia. Se fosse assim, por que fazer pesquisas rigorosas, demoradas e caras? Afinal, a pesquisa  para eliminar o elemento subjetivo, as ambiguidades e o particularismo dos casos. Busca-se nela decifrar as grandes foras em jogo, no os detalhes de cada situao. Vrias cartas julgaram irrealistas os exemplos oferecidos.  o mesmo engano. Se o convencimento fosse pelos exemplos, para que pesquisa? O papel dos exemplos  facilitar a compreenso,  dar concretude. No demonstram rigorosamente nada. Houve atribuies de culpa  falta de disciplina, ao calor,  desmotivao de alunos e professores,  promoo automtica e a outras molstias do cotidiano de uma escola. Mas ao se apontarem esses fatores, implicitamente, fica reforada, e no negada, a tese do ensaio sobre a falta de centralidade do tamanho das classes.
_________________
     Para terminar, fui bombardeado com o clssico argumentum ad hominem, comum nesses debates. Em vez de se apontarem erros, denuncia-se o autor. Vejamos algumas farpas: economistas sucumbem  retrica mercantilista ou a exerccios de adivinhao levianos; Dos seus escritrios com ar-condicionado (...) fica mais fcil ter uma viso turva da realidade; Com certeza, o senhor nunca viu de perto escola pblica (no  verdade, mas no caso  irrelevante). Ora, uma caracterstica essencial de um estudo cientfico  que sua validade no depende de quem o realizou, mas de ser metodologicamente inexpugnvel.


5. LEITOR
MSICA SERTANEJA
Parabns  equipe de reportagem destacada para cobrir a vida dos sertanejos famosos (O Brasil virou serto, 30 de janeiro). No poderia ser melhor. Ela mostrou muito bem que quem escolhe essa vida tem de ter muita disciplina e grandeza de esprito, alm de talento. Engana-se aquele que pensa que a vida deles  s glamour e badalao. Como diz a reportagem de VEJA, haver mesmo uma seleo dos artistas que trilham esse caminho, mas o gnero sertanejo est a para ficar e revelar grandes nomes. Beleza de reportagem.
GSNER BATISTA 
Rio Claro, SP

Meu marido no virou um fantico por sertanejo, mas, assim como VEJA faz, respeita as pessoas pelo rduo trabalho, e no simplesmente as critica.
SUSANA SILVA ARAJO
Goinia, GO
A msica sertaneja est muito verstil e revela o estilo da pessoa.
RAFAEL MIASHIRO
Curitiba, PR

No tenho afinidade alguma com esse estilo. No entanto, compreendo que boa parte da populao se identifica com esse tipo de msica. Que VEJA continue se pautando por anlises musicais mais tolerantes e com mais espao, para que cada leitor possa tirar as prprias concluses.
RICARDO GOULART
Franca, SP

Algumas pessoas podem at no gostar, mas tm de reconhecer o sucesso que esses jovens cantores de msica sertaneja esto fazendo no Brasil e mundo afora.
KTIA AZEVDO
Natal, RN

Sou msico e, com muita tristeza, acompanho a decadncia da nossa bela msica brasileira. Esses artistas fabricados esto pregando, em troca de dinheiro, o analfabetismo musical aos jovens que nunca ouviram verdadeiros msicos  Tom, Vinicius, Sivuca, Lupicnio, Ari e tantos outros.
DILVAR PASSOS PIMENTEL
Taubat, SP

O povo no sabe votar, no sabe o que  msica de qualidade nem literatura.
FABIO TASSARA
Ribeiro Preto, SP

Lamentvel o nvel cultural que, cada vez mais, toma conta do povo brasileiro, principalmente de seus jovens. Esse tipo de msica, puramente comercial e de extremo mau gosto, tem se multiplicado como uma praga devastadora.
SERGIO LOPES
Aracaju, SE

Admiro o profissionalismo do jornalista Srgio Martins, que, apesar de apreciar e conhecer msica de qualidade, se submeteu a acompanhar cantores de msica sertaneja por algumas semanas. Verdadeiro martrio!
ROBERTO NOGUEIRA DA SILVA
Montes Claros, MG

Segundo um dos autores de Camaro Amarelo, quem sai para uma festa no escuta a Nona Sinfonia de Beethoven. No mesmo. Mas algum se recordar de Camaro Amarelo daqui a 200 anos? J a Nona Sinfonia e Beethoven so e continuaro sendo ouvidos e admirados pelos sculos afora. Em poucos anos o Camaro ser pea de museu, esquecido entre uma Braslia e um Fusco preto.
PEDRO LUIZ BALTAZAR
Rio de Janeiro, RJ

VENEZUELA
Em relao  nota Caixinha bolivariana (Holofote, 30 de janeiro), a Embaixada da Repblica Bolivariana da Venezuela no Brasil esclarece que sempre trabalhou junto ao governo de Roraima, com o qual tem uma tima relao, para consolidar um plano de ateno ao turista na regio de fronteira. Lamentamos mais essa tentativa da revista VEJA de manchar a relao de amizade e cooperao existente entre Venezuela e Brasil, ignorando as medidas tomadas em parceria para aumentar o fluxo turstico entre as naes:
MAXIMILIEN SNCHEZ ARVELAIZ
Embaixador da Repblica Bolivariana da Venezuela no Brasil
Braslia, DF

J.R. GUZZO
Parabns pelo artigo Namorando com o suicdio (30 de janeiro). Senti como se eu mesmo o tivesse escrito, tal foi a identificao de pontos de vista, e ao mesmo tempo aliviado por ter podido, de certo modo, me fazer expressar por intermdio de um articulista de indiscutvel competncia e por meio de uma revista to respeitada como VEJA. Parabns!
DANIEL ARAJO LIMA
Fortaleza, CE

No h coisa que me deixe mais indignada do que ouvir das pessoas que violncia existe em todo lugar.  o conformismo diante do caos. Mas... temos Carnaval e calor o ano inteiro. Ento t.
BIANCA TERRA JACOBINA
Niteri, RJ

Na contramo das lcidas reflexes do articulista, um jornal de Belo Horizonte chegou a afirmar em um editorial que, se os autores de crime ficam soltos,  porque os inquritos policiais so malfeitos. Essa prola foi concebida em razo de reportagem na qual um eficiente delegado de polcia da regio metropolitana de Belo Horizonte reclamava que prendia homicidas e estes eram soltos em seguida pela Justia. J estamos em plena guerra civil, na qual os malfeitores tm seus direitos cantados em prosa e verso, enquanto s suas vtimas nada resta, nem mesmo o consolo de v-los na cadeia.
DANILO DOS SANTOS PEREIRA
Ex-presidente do Sindicato dos Delegados da Polcia Civil de Minas Gerais
Por e-mail

A hipocrisia em relao  segurana pblica teve como ltima barbaridade a proibio de socorrer pessoas feridas em confronto com a polcia. Venho denunciando isso h tempos, sem espao para debate. VEJA lava minha alma e a de 42 milhes de paulistas.
MAJOR OLMPIO GOMES
Deputado estadual da Comisso de Segurana Pblica da Assembleia Legislativa de So Paulo
So Paulo, SP

Em pases civilizados incorre nas maiores penas quem comete crimes contra policiais. O Brasil encontra-se em um estado de guerra no declarado contra a bandidagem, e o governo e a sociedade fazem que no veem.
GUTEMBERG GOMES SANTOS
Rio de Janeiro, RJ

A matana de policiais no pode ser tratada como assunto de menor importncia, pois, no bastasse estarmos diante de assassinatos de pessoas que esto em seu trabalho (para quem se esquece que policiais so seres humanos), trata-se de uma afronta ao prprio estado democrtico de direito.
SILVIO HAUTZ
Guaxup, MG

 o caso de perguntar aos defensores de bandidos e de uma polcia que est atada ante a bandidagem: por que vocs no levam para casa, cuidam e reabilitam os bandidos que perambulam matando policiais e cidados por a? Seria bem mais til, certamente, que a falcia que empregam em favor de criminosos! Parabns, J.R. Guzzo, por muito chamar a ateno para mais essa barbaridade brasileira.
ANTNIO FELICSSIMO NETTO
So Lus, MA

LYA LUFT
No artigo Existe uma idade melhor? (30 de janeiro), a escritora Lya Luft definiu muito bem o jogo de nomenclaturas para maiores de 60 anos, embora haja uma mudana radical nos valores e no modo de enxergar a vida aps essa idade. O subconsciente j acusa: o que se leva da vida  a vida que se leva. Ento, por esse prisma, sem dvida  a melhor idade!
PRICLES CARROCINI
So Paulo, SP

Realmente, cada pessoa pode viver a sua melhor idade em diferentes fases da vida. A minha foi dos 40 aos 50 anos, uma fase muito gratificante. Agora, que j sou av, o importante  tentar ser uma vov saudvel, charmosa e de bem com a vida, aos 70, 80 ou at mais...
TNIA JAMIM
Belo Horizonte, MG

Sempre chamei a velhice de pior idade, pois tudo fica mais difcil, se  que me entendem... Mas chego  concluso de que a melhor idade  o estado de esprito no qual a pessoa se encontra naquele especfico momento da vida. J vi idosos de 20 anos e jovens de 80 com um pique fabuloso.
PEROLA RAWET HEILBERG
So Paulo, SP

Lya Luft nos indaga acerca de assuntos existenciais de maneira contundente. Como ela, tambm sou avessa aos rtulos. Por que no viver cada etapa da vida como ela ? As estaes do ano se sucedem no seu devido tempo sem agonia e ns, humanos, deveramos aprender com elas. Cada estao tem seu encanto. O que angustia o viver  o desejo de querer parar o relgio do tempo. Na valorizao da juventude, esquecemos de atribuir um significado ao papel do idoso na nossa sociedade. Um estudioso da rea, Wong, diz que envelhecer bem no  s um privilgio ou um direito, mas um objetivo a ser alcanado por aqueles que acompanham as mudanas que o envelhecer traz. Que o envelhecimento continue a ser motivo de reflexo dos homens, pois s assim o preconceito pode ser enfrentado e tambm nossas iluses de eterna juventude.
LENICE PIMENTEL
Macei, AL

Nada mais ridculo do que denominar a velhice de melhor idade. Por que muitos tentam se fixar tanto na busca da eterna juventude, deixando de viver os momentos positivos da fase da vida em que se encontram, cuidando-se e usufruindo cada uma dessas fases?
LDA MARIA MONTEIRO N. VIEIRA
So Paulo, SP

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Sempre me fascina a capacidade de Roberto Pompeu de Toledo de transmitir com clareza e exatido suas ideias, que, convenhamos, so sempre procedentes, inteligentes e precisas. Sobre o suicdio do ator Walmor Chagas (Ato final, 30 de janeiro), ele mostra como algum pode, mesmo dentro do desamparo limitante do ser humano, decidir sobre como colocar um ponto final em seu destino no planeta Terra.
IOLANDA MOURA
Arax, MG

H crnicas que chegam  plena descrio dos sentimentos mais intensos, deixam em suas entrelinhas palavras de poesia, do mais profundo sentimento de respeito, solidariedade investida de sensibilidade  arte e ao artista.
MARIA APARECIDA DONIZETTI SILVA 
So Jose dos Campos, SP

No paralelo entre a sada de cena de Cacilda Becker e a de Walmor Chagas faltou ressaltar que Cacilda foi retirada de cena, fazendo o que mais amava fazer, pela morte natural. J Walmor escolheu a infeliz porta do suicdio, como se o homem tivesse o talante de definir o dia e a hora de sua partida. Coragem  enfrentar at o ltimo minuto as lutas que a vida nos impe.
VALDEVINO E. DE CASTRO
Taubat, SP

Havia muito no lia crnica to deliciosa, apesar do tema. Lembrou-me os bons tempos de Fernando Sabino e Rubem Braga. Texto digno do grande ator Walmor Chagas em seu ltimo ato.
ANTONIO MARCELO SOARES RODRIGUES
Recife, PE

O artigo de Roberto Pompeu de Toledo faz jus  grandeza do ator Walmor Chagas na vida e, inclusive, na morte.
MARLENE BARBIERI MANTOVANI 
Ribeiro Prelo, SP

MULHERES DAS NOVELAS
Sensacional a reportagem Falta mulher de verdade (30 de janeiro). O jornalista Marcelo Marthe retratou ali tudo o que pensamos sobre a novela Salve Jorge, da autora Gloria Perez. Ela realmente foi infeliz no s na escalao dos atores como tambm na fraqussima histria. E concordo plenamente que a atriz Claudia Raia est canastrona. Ela deveria, antes de a novela comear, ter feito um curso com a tima Adriana Esteves para aprender como representar uma vil com naturalidade e categoria.
BERNADETE DAUCH
Por e-mail

Acho louvvel Gloria Perez querer chamar ateno para a questo do trfico de pessoas, mas a autora subestima nossa inteligncia. Como pode, em plena era da comunicao, diante de uma situao de tamanho desespero, a personagem Morena no conseguir pedir ajuda? Ela no sabe o que  e-mail, celular, MSN? At um bilhete resolveria a questo. E, vejam, ela tem amizade com uma delegada de polcia! Da forma como se apresenta na novela, a situao  to surreal que beira o ridculo. Como explicar que alguns atores de primeira linha, como Ana Beatriz Nogueira, Rosi Campos e Bruna Marquezine, vivam personagens que no mostram a que vieram? Acho isso um enorme desperdcio de talento. Mais absurda ainda  a situao de Fernanda Paes Leme, Cris Vianna, Sidney Sampaio e Leonardo Carvalho, que interpretam papis to inexpressivos e irrelevantes que um simples elenco de apoio daria conta do recado. A gota dgua, no entanto,  o personagem Tho. Ele  to travado que sua msica-tema deveria dizer: Esse mala sou eu.
GABRIELA MACIEL FORMA
Salvador, BA

Parabenizo a revista VEJA pelo reconhecimento do excelente trabalho que vem sendo realizado por toda a equipe da novela Lado a Lado. Recentemente li crticas sobre a novela e os elogios  produo, ao figurino e  fotografia. Os autores ousaram ao tratar de temas como racismo, preconceito e a luta das mulheres por seus direitos. Pena que os telespectadores no tenham essa mesma viso crtica e no correspondam com uma audincia maior.
SONIA ALESSANDRA BARBOSA
Maring, PR

NOIVADO
 um sinal dos tempos em que vivemos: o volume de gasto e exibicionismo nas festas de noivado e nas de casamento  inversamente proporcional ao tempo de durao destes (Aliana da direita, 30 de janeiro).
CECILIA REZENDE
So Paulo, SP

GOVERNO DILMA ROUSSEFF
A presidente Dilma Rousseff valeu-se de uma rede nacional de televiso para se promover com a reduo na conta de luz e provocar a oposio. Mas, eu me pergunto, ser que ela vai fazer a mesma coisa para anunciar o aumento nos preos da gasolina e do pozinho? Alis,  sempre bom lembrar que o governo no est dando nada, apenas devolvendo  populao brasileira parte do excesso da enorme carga tributria cobrada (Foi dada a largada, 30 de janeiro)!
JLIO PVOAS DE ARRUDA MIRANDA 
Olinda, PE

Ingenuamente aguardei, em vo, pelo pronunciamento da presidente da Repblica, em cadeia nacional de rdio e televiso, para que ela falasse a todos os brasileiros sobre o aumento da gasolina e do diesel, com a mesma nfase e proselitismo adotados por ocasio do anncio de reduo das tarifas de energia eltrica.
MAURLIO EBERLE
Limeira, SP

BRAULIO DIAS
Fiquei muito orgulhoso ao ler a entrevista com o bilogo Braulio Dias (Estamos todos no mesmo barco, 30 de janeiro), ao ver um brasileiro  frente da Secretaria Executiva da Conveno sobre Diversidade Biolgica, rgo to importante da ONU. Embora tanto se critique o Brasil por falta de polticas pblicas para o meio ambiente, estamos fazendo o dever de casa e nos tornando referncia para outros pases, ao aumentar em 74% a rea global protegida, desde 2003. Que bom seria para as futuras geraes se os pases industrialmente desenvolvidos seguissem o nosso exemplo e, sobretudo, investissem financeiramente nesse propsito! Somente assim esse barco que  de todos ns no iria afundar.
ROBERTO GERMANO COSTA
Comendador da Ordem Nacional do Mrito Cientfico
Bananeiras, PB

MALSON DA NBREGA
O artigo do economista Malson da Nbrega (Destruir  fcil, 30 de janeiro)  claro e realista. O desmonte ocorre tambm em outras reas de governo. Parece que s deve ser preservado no Brasil o que  certo para o PT. O correto para a estabilidade do pas parece importar menos.
ANTONIO AYRTON MORCELI
Campo Grande, MS

ATENTADO A SERGEI FILIN
Ao ler a reportagem Um ato de trapaa (30 de janeiro), sobre o atentado ao russo Sergei Filin, diretor artstico do Bal Bolshoi, dois excelentes filmes me vieram  cabea: Cisne Negro, estrelado por Natalie Portman; e O Advogado do Diabo, protagonizado por Al Pacino  esse ltimo, exclusivamente pela frase final dita por ele, no papel do diabo: Vaidade: esse  o meu pecado favorito!.
IGOR Luiz V. ZANETTI
So Paulo, SP

NAZISMO
VEJA  realmente surpreendente. Acho muito relevante a leitura sobre a maior tragdia da histria contempornea para, ao menos, buscar respostas. Como tudo aconteceu? E como deixaram acontecer? Observa-se, quando se l a reportagem O comeo da tragdia (30 de janeiro), assinada por Duda Teixeira, que parece um tipo de inundao, no rpida, mas daquela em que a gua vai subindo devagarinho. Fez-me lembrar a frase do filsofo espanhol George Santayana: Quem no relembra a histria est condenado a viv-la de novo.
MARCELO DE OLIVEIRA
Barretos, SP

Muito boa a reportagem sobre o nazismo.  preciso que fiquemos sempre atentos ao ressurgimento do mal, personificado por Hitler em uma nao civilizada e com um acervo cultural invejvel. O pior  que proliferam, em especial na internet, os negacionistas, pessoas que afirmam sem base alguma que nenhuma daquelas atrocidades aconteceu. Eles insistem nessa tese absurda, mesmo confrontados com provas cabais da criminalidade nazista.
ROBINSON DAMASCENO DOS REIS 
Belo Horizonte, MG

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
MAIS POBRE
Semana dura para Eike Batista. Em um nico dia, suas empresas perderam, por baixo, 1 bilho de dlares no prego da Bovespa.
www.veja.com/radar

BLOG
REINALDO AZE VEDO 
PIB DOS EUA
Ainda daro um jeito de culpar os republicanos e sua mania de se comportar como oposio pelo recuo do PIB americano. Que falta fazem aos EUA o PMDB, o Renan, o Sarney...
www.veja.com.br/reinaldoazevedo

ESPELHO MEU
LUCIA MANDEL 
UNHAS
Esmalte e principalmente acetona, a longo prazo, ressecam as unhas e as deixam opacas, manchadas e quebradias. Para evitar o problema, deixe-as sem esmalte por alguns dias e use hidratantes especiais. 
www.veja.com/espelhomeu

DE NOVA YORK 
CAIO BLINDER
IMIGRAO
Mesmo com a Reforma da Imigrao proposta por Obama e pelo Congresso, no ser fcil obter a cidadania americana. Com a nova legislao, o processo poder levar quinze anos e exigir pagamento retroativo de impostos. 
www.veja.com/denovayork

RICARDO SETTI
BARBA, NUNCA MAIS
Lula se curou do cncer, mas est triste com um efeito colateral do tratamento. Ele descobriu que nunca mais voltar a usar a barba que foi parte inseparvel de sua figura pblica desde os tempos de liderana sindical, nos anos 70. As sesses de radioterapia danificaram de forma definitiva a grande maioria dos folculos capilares, que perderam a capacidade de fazer crescer pelos no rosto do ex-presidente.
www.veja.com/ricardosetti

QUANTO DRAMA!
O SUMIO DE TONY RAMOS
Uma ausncia forada do protagonista na verso original de Guerra dos Sexos ser repetida por Silvio de Abreu nos prximos captulos da nova verso da novela. Em 1983, Otvio saiu de cena porque Paulo Autran (1922-2007) havia sofrido um infarto. Abreu transformou o revs em sucesso ao criar um sequestro forjado, mais uma das tramoias dele contra a prima Charl (Fernanda Montenegro). Agora, embora esteja muito bem de sade, Tony Ramos vai passar alguns captulos afastado para tentar repetir o frisson original.
www.veja.com/quantodrama

CHEGADA
SOBRE AS MENTIRAS QUE A BALANA CONTA...
Quem nunca se pesou esperando que o nmero mostrado fosse o menor possvel? Pois ateno: a balana pode estar mentindo para voc. Como ela no diferencia massa magra de massa gorda, voc fica sem saber se deve comemorar ou se preocupar com a perda ou o ganho de peso. O ideal  realizar uma anlise da sua composio corporal. S assim voc vai saber se seu treino est no caminho certo.
www.veja.com/chegada

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE   HORA DE ACELERAR O CRESCIMENTO?
Hormnio do crescimento somente deve ser aplicado a crianas com deficincia na produo dessa substncia.

     O crescimento normal reflete a boa sade fsica e psquica da criana ou adolescente. A alimentao equilibrada, o sono adequado e a atividade fsica favorecem a qualidade de vida e contribuem para que a criana chegue ao seu potencial gentico de crescimento.
     Os padres estticos, no entanto, podem ser diferentes daqueles que refletem sade e, s vezes, proporcionam insatisfaes, mesmo em quem est com o quadro clnico perfeito. Nesse cenrio nasceu uma moda perigosa: crianas baixas e saudveis muitas vezes recebem desnecessariamente hormnio do crescimento, conhecido por GH (growth hormone), com o intuito de torn-los adultos altos. Contudo, a terapia hormonal somente deve ser aplicada a crianas com deficincia na produo dessa substncia pelo organismo, pois a reposio  a melhor teraputica para quem tem alteraes hormonais.
     Nos outros casos, os riscos podem no compensar o pequeno benefcio, se ele existir. Isso porque os perigos do uso desnecessrio do hormnio do crescimento incluem diabetes, escoliose (alteraes da curvatura da coluna), hipertenso intracraniana benigna e problemas sseos, dentre outros.
     Outro aspecto relevante a ser considerado quando o assunto  a definio pelo uso do GH  que algumas crianas podem crescer at em torno dos 19 anos, dependendo do ritmo de amadurecimento. Alm disso, as caractersticas genticas que influenciam a estatura dos brasileiros so to variveis que filhos de um mesmo casal podem ter estaturas completamente diferentes. Por isso, de acordo com os endocrinologistas peditricos, a curva de crescimento precisa ser adaptada individualmente para mensurar se h alguma disfuno.
     Nesse sentido, os especialistas explicam que, em mdia, em 80% dos casos constata-se que a baixa estatura  resultante das prprias caractersticas genticas e que, portanto, no h necessidade de intervenes por meio de medicao. Para os 20% restantes vale destacar que doenas crnicas mal controladas (renais, hepticas, pulmonares, cardacas, hematolgicas) so as mais incidentes no comprometimento da curva de crescimento.
     Por isso  importante que a criana seja avaliada pelo mdico quanto s causas de sua baixa estatura para que seja conferido o tratamento adequado caso necessrio. E fica o alerta: as marcas de lpis feitas na parede do quarto das crianas no podem ser indicativas da terapia com hormnio do crescimento, tampouco a simples vontade de ser mais alto deve ser decisiva nessa opo.

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